terça-feira, 7 de outubro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

projeto - material muito bom

Sumário
INTRODUÇÃO: CIÊNCIA E TECNOLOGIA. ....................................................................4
O QUE É UM PROJETO? .....................................................................................................6
Projeto de pesquisa...........................................................................................................6
Modelo de Plano de Ação – Ferramenta 5w2h (what, why, where, who, when, how
many e how much ) aplicada a pesquisa...........................................................................7
ESTRUTURAÇÃO DO PROJETO .......................................................................................9
Definindo o tema e título (o quê?) ...................................................................................9
Objetivos (Para quê?).......................................................................................................9
Lista de alguns verbos operacionais .............................................................................10
Justificativa (Por Quê?) .................................................................................................11
Formulação do problema...............................................................................................11
Hipóteses.........................................................................................................................13
Características das Hipóteses .......................................................................................13
Método Científico (Como?)............................................................................................14
Classificação das pesquisas ..........................................................................................14
Cronograma (quando?)..................................................................................................16
Estabeleça um cronograma e procure não sair dele! ............................................................17
Orçamento (com quanto?) .............................................................................................17
No caso de um projeto de desenvolvimento de software.... .................................................17
O plano da pesquisa..............................................................................................................18
ELABORANDO O PROJETO – CONSELHOS ÚTEIS.....................................................19
Preparação ......................................................................................................................19
A redação........................................................................................................................19
O estresse........................................................................................................................19
Os bloqueios ....................................................................................................................19
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E FORMATAÇÃO...................................................20
O template (arquivo em anexo) ............................................................................................20
COMO ELABORAR O RESUMO......................................................................................21
RESUMO é: ....................................................................................................................21
Para que serve o RESUMO? .........................................................................................21
O que deve conter o RESUMO ?...................................................................................22
O que deve informar o RESUMO ?..............................................................................22
Enfim, para que serve um RESUMO? ........................................................................22
REDAÇÃO DE RESUMO: CARACTERÍSTICAS FORMAIS .........................................23
Exemplos de resumos .....................................................................................................24
ESQUEMAS PARA ORGANIZAÇÃO PESSOAL DO TRABALHO...............................25
Organizando a leitura: ...................................................................................................25
Estudando o texto ...........................................................................................................26
Construindo um estilo de redação: ...............................................................................27
Redigindo: .......................................................................................................................27
VERBOS A SEREM UTILIZADOS PARA FAZER MENÇÕES A AUTORES...............28
Verbos para APRESENTAR: .......................................................................................28
Verbos para REFORÇAR:............................................................................................28
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ORIENTAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS....................................................29
SUGESTÕES PARA APRESENTAÇÕES PÚBLICAS .....................................................32
Preparação do material (transparências, slides, cartazes) .........................................32
Apresentação...................................................................................................................33
REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA...................................................................................33
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INTRODUÇÃO: CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
O que é Ciência? O que é Tecnologia? Qual sua fronteira? Bunge (1980 apud Silva, 1996)
delimita a fronteira entre ciência e tecnologia colocando a tecnologia como ciência
eminentemente aplicada, ou seja, para um usufruto. Seja para aplicar conhecimentos em
pesquisas básicas, buscar conhecimentos mais específicos, ou produzir artefatos úteis e
mesmo obter lucros.
A ciência, pura ou básica, como ele denomina, seja teórica ou experimental (a ciência
aplicada também pode ser teórica ou experimental), se propõe unicamente a enriquecer o
conhecimento humano, geralmente de interesse do pesquisador (por motivos
cognoscitivos). Para a ciência aplicada (tecnologia) , a ciência pura ou básica é um meio e
não um fim . Define ainda ciência aplicada como “o conjunto das aplicações da ciência
básica” (Bunge, 1980, p.28) estabelecendo a sua indissociabilidade.
Já Galli (1993) coloca a tecnologia no universo da história e da cultura (filosofia �� ciência
�� tecnologia �� sociedade) como aplicação da ciência para usufruto da sociedade (Bunge
também ressalta que o pesquisador da ciência aplicada estuda somente os problemas de
interesse social). A tecnologia faz uma ponte entre os descobrimentos científicos e suas leis
para usufruto da sociedade na produção de artefatos e artifícios. A circunstancialidade, que
é sua marca que a separa da ciência, requer tempo e espaço para sua execução
(cronogramas definidos e ambiente físico determinado para sua implantação, execução,
prestação ou exploração). Não há, pois, como inferir que a ciência básica ou pura não tenha
o seu “locus”, apesar de a exigência de sua temporalidade não ter o rigor da ciência
aplicada, geralmente encomendada ou para um propósito de menor espaço de tempo.
Tecnologia também é conhecida como ciência do trabalho produtivo. Mantém relação
profunda com o trabalho. Diria que é sua conceituação econômica, que, como argumenta
Bunge, a economia necessita da tecnologia, assim como da ciência básica e da técnica,
todas interagindo fortemente.
Integra ainda na definição de tecnologia as capacidades de perceber, compreender, criar,
adaptar, organizar e produzir insumos, produtos e serviços. Inovação e adaptação
constituem a sua dinâmica. Já o caráter intelectual da ciência constitui-se da abstração
teórica, do raciocínio lógico-matemático sobre um objeto ou fenômeno. Sobre esse último
argumento, Japiassu (1992, p. 15) concebe ciência como “o conjunto das aquisições
intelectuais de um lado e das matemáticas, do outro, das disciplinas de investigação do
dado natural e empírico, fazendo ou não uso das matemáticas, mas tendendo mais ou menos
à matematização”.
A ciência, no sentido filosófico-epistemológico, foi separada da filosofia a partir das
abordagens de realidades mais próximas, em saberes autônomos, porém interdisciplinares.
Diferente da filosofia, a ciência tem, como atribuição, desvendar, explicar o real nas suas
particularidades, já que não pode explicar todo o real (nenhuma ciência pode, nem a
filosofia). Por real, se compreendem os diversos conhecimentos que a humanidade
descobre, cria e consome. Do conhecimento “cotidiano” ao conhecimento científico e
tecnológico. Por conhecimento “cotidiano”, Galli o define como sendo o conhecimento que
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o homem despreende no dia-a-dia (senso-comum), um conjunto de qualidades de que
necessita para exercer suas atividades e resolver problemas que enfrenta para viver:
habilidades, destreza, criatividade, iniciativa. E vai além, dizendo que, do indivíduo mais
isolado ao indivíduo urbano, cada um é técnico ou artesão do seu próprio destino, em
consonância com o contexto histórico, cultural, econômico e social em que está inserido.
O conhecimento “cotidiano”, muitas vezes, assume contornos mais elaborados quando
exige planejamento prévio para uma ação, mas que não constitui ainda uma cientificidade
na elaboração. O conhecimento científico e tecnológico, por sua vez, tem em comum a
premissa de formulação/elaboração pelo método científico para problemas diferentes, seja
de natureza puramente científica ou tecnológica.
Referindo-se à ciência básica ou aplicada, Bunge (1980 p. 31) diz que “tanto uma como a
outra partem de problemas, só que os problemas científicos são puramente cognoscitivos,
enquanto que os técnicos são práticos. Ambas buscam dados, formulam hipóteses e teorias,
e procuram provar essas idéias por meio de observações, medições, experiências ou
ensaios” e completa mais adiante, “a pesquisa científica se limita a conhecer; a técnica
emprega parte do conhecimento científico, somado a novo conhecimento para projetar
artefatos e planejar linhas de ação que tenham algum valor prático para algum grupo
social”.
No entanto, Bunge não deixa bem claro o que é técnica, dando a confundir com a própria
tecnologia da ciência. Recorrendo a Etges (1995 p. 71), para esclarecer o termo, vamos
encontrar a seguinte definição: “A técnica não é uma ciência aplicada, mas um processo de
cientificação, de generalização, de controle de informação e extensão a setores antes
refratários. Ela assume resultados relevantes e os métodos das ciências e os integra em
sistemas abrangentes. Ela não tem pretensão à verdade ou à produção do saber, mas a
regras tecnológicas que prescrevem ações tanto quanto possível fundamentada em leis
científicas. Visa a fins práticos e seus produtos são resultados de projetos e condições
claramente determinadas”.
Considerando que o conhecimento tecnológico possui sua natureza própria, específica, de
ciência aplicada e técnica, por incluir a tecnologia (e a técnica) como pressuposto
fundamental, ele se constrói a partir do conhecimento científico. Este, tanto quanto o
conhecimento tecnológico, não se formula sem as operações da inteligência, concebidas
como operações do pensamento: concepção, juízo e raciocínio.
Na classificação de Pe. Francisco Lopes (1968, p. 30-32), as operações da inteligência são
três. A primeira, a apreensão, “ato em que a inteligência conhece alguma coisa sem dela
afirmar ou negar alguma coisa. Seu termo ou idéia ou noção ou verbo mental. A expressão
oral desse termo é a palavra. A segunda operação é o juízo, ato em que a inteligência
afirma ou nega alguma coisa de um ser (...). A expressão oral do juízo é a oração ou
proposição (...). A terceira operação da inteligência é o raciocínio, ato em que se passa do
mais conhecido para o menos conhecido. A expressão oral do raciocínio é o argumento. O
raciocínio é indutivo, se parte do mais particular para o mais geral; dedutivo se parte do
geral para o geral ou para o particular”.
Esta longa citação é para destacar que a última operação definida por Pe. Lopes, o
raciocínio, constitui a operação intelectual mais valorizada no mundo moderno” (valor da
verdade), implica todas as outras operações e traduz-se na arte do raciocínio correto.
Recebe na filosofia o nome de lógica e é concebido como ciência, a ciência da
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racionalidade, do raciocínio como sistema de conhecimentos certos, válidos, fundados em
princípios universais, a lógica científica.
A importância da lógica científica para a sociedade se traduz em poder, descobertas,
invenções, novos conhecimentos. “A lógica estuda a razão como instrumento do
conhecimento” (Maritain, J. 1981 p.102).
Para a psicologia, entretanto, o conhecimento se traduz em ação do pensamento pela
inteligência. Enquanto a lógica formal considera as formas adotadas pelas idéias, juízos ou
raciocínio que o pensamento produz, a psicologia estuda o processo de pensar tal como
realmente ocorre.
A ciência da lógica científica, do raciocínio, no campo da filosofia-epistemologia e as
ciências cognitivas, no campo da psicologia e a construção histórica, no campo da
sociologia, se complementam e se interpenetram para a compreensão ampla do fenômeno
conhecimento-científico ou tecnológico.
Segundo Merkle (1995 p. 46), numa interessante abordagem de ciências cognitivas, diz que
“as ciências cognitivas devem ser compreendidas como o estudo da inteligência humana,
indo de sua estrutura formal e de seu substrato biológico, passando por sua modelagem, até
suas expressões psicológicas, lingüísticas e antropológicas” e vai mais além, “as disciplinas
envolvidas são a psicologia cognitiva, a epistemologia, a filosofia, a semiótica e a
lingüística, a biologia e a neurofisiologia, e a inteligência e a vida artificiais”. Física e
matemática também são incluídas.
O QUE É UM PROJETO?
Projeto, do latin pro-jicere: literalmente é colocar adiante.
A elaboração de qualquer projeto depende de dois fatores fundamentais:
- A capacidade de construir uma imagem mental de uma situação futura;
- A capacidade de conceber um plano de ação a ser executado em um tempo
determinado que vai permitir sua realização.
Projeto de pesquisa
O projeto é uma das etapas componentes do processo de elaboração, execução e
apresentação da pesquisa. Esta necessita ser planejada com extremo rigor, caso contrário o
investigador, em determinada altura, encontrar-se-á perdido num emaranhado de dados
colhidos, sem saber como dispor dos mesmos ou até desconhecendo seu significado e
importância.
Em uma pesquisa, nada se faz ao acaso. Desde a escolha do tema, fixação dos objetivos,
determinação da metodologia, coleta dos dados, sua análise e interpretação para a
elaboração do relatório final (monografia, dissertação e tese), tudo é previsto no projeto de
pesquisa.
Um projeto de pesquisa deve, portanto, responder às clássicas questões:
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No projeto define-se:
♦ o que fazer;
♦ porque fazer;
♦ para quem fazer;
♦ onde fazer;
♦ como, com que, quanto e quando fazer;
♦ com quanto fazer e como pagar;
♦ quem vai fazer.
PROJETO DE PESQUISA
Ou seja, traçar um caminho eficaz que o conduza a
atingir os objetivos a que se propõe.
2. Orientar na elaboração do projeto ...
Modelo de Plano de Ação – Ferramenta 5w2h (what, why, where,
who, when, how many e how much ) aplicada a pesquisa
Tipo Método
5W2H
Descrição
Assunto O quê? 1 TITULO
Objetivo Para quê? 2.1 OBJETIVO GERAL
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
LISTAR OS OBJETIVOS OPERACIONAIS
Justificativa Por quê? 3 JUSTIFICATIVA
Formulação
do
Problema
4 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
Hipóteses 5 HIPÓTESES
Método Como? 6 METODOLOGIA
6.1 MÉTODOS DE ABORDAGEM
6.2 MÉTODOS DE PROCEDIMENTOS
6.3 TÉCNICAS
Local Onde? 7 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA
Fortaleza-CEFET-Laboratorio-curso, enfim...onde a pesquisa vai
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ser feita ou aplicada
Seqüência Quando? 8 CRONOGRAMA –
Custo Quanto? 9 ORÇAMENTO
Valor Orçamento Total
Com a ferramenta acima, você está pronto para sintetizar sua idéia para a
monografia/dissertação/tese
Tema de pesquisa
Subtema (palavra chave)
Proposta
Método para validar cientificamente
O preenchimento do diagrama exige também uma reflexão individual, faça as seguintes
perguntas:
Tema de Pesquisa: Qual o tema da pesquisa? Em que área o tema se encontra? Sou
pesquisador de que área? Como quero ser conhecido (pesquisador de que assunto)?
Palavra-chave: palavras que direcionam a pesquisa e que podem ser cruzadas no âmbito
do trabalho.
Proposta: O que se propõe no trabalho? Qual o objetivo macro?
Método para validar: ferramentas ou técnicas a utilizar para atingir os objetivos traçados e
validar cientificamente. Para este último observar tipo de pesquisa, método e teoria em que
se apóia.
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ESTRUTURAÇÃO DO PROJETO
Definindo o tema e título (o quê?)
O tema é o assunto que se deseja provar ou desenvolver. Pode surgir de uma dificuldade
prática enfrentada pelo coordenador, da sua curiosidade científica, de desafios encontrados
na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. Pode ter surgido pela entidade
responsável, portanto, “encomendado”, o que, no entanto não lhe tira o caráter científico.
Independente de sua origem, o tema é, nessa fase, necessariamente ampla, precisando bem
o assunto geral sobre o qual se deseja realizar a pesquisa.
Do tema é feita a delimitação que deve ser dotada de um sujeito e um objeto. Já o título,
acompanhado ou não por subtítulo, difere do tema. Enquanto este último sofre um processo
de delimitação e especificação, para torná-lo viável à realização da pesquisa, o título
sintetiza o conteúdo da mesma.
Objetivos (Para quê?)
Atenção! Os objetivos devem ser sempre expressos em verbos de ação
Geral
Está ligado a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com o conteúdo
intrínseco, quer dos fenômenos e eventos, quer das idéias estudadas. Vincula-se
diretamente à própria significação da tese proposta pelo projeto. Deve iniciar com um verbo
de ação.
Específicos
Apresentam caráter mais concreto. Têm função intermediária e instrumental, permitindo de
um lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicar este a situações particulares.
Exemplo de objetivo geral:
Desenvolver um modelo científico de estúdio de produção em rádio, para ser utilizado
como referencial básico para novas implantações e a readequação dos existentes em cursos
de comunicação social, em instituições de ensino superior, visando a melhoria e otimização
da organização do trabalho e usabilidade do sistema à aprendizagem.
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Exemplos de objetivos específicos:
a) formular, a partir de um estudo analítico, um referencial teórico-prático sobre as
características estruturais, funcionais, morfológicas, diacrônicas e sincrônicas dos estúdios,
principal e de gravações, utilizados por emissoras de radiodifusão profissionais;
b) desenvolver uma metodologia aplicada à implantação de estúdios de produção em rádio
em cursos de comunicação social;
Exemplos aplicáveis a objetivos:
a) quando a pesquisa tem o objetivo de conhecer:
Apontar, citar, classificar, conhecer, definir, descrever, identificar, reconhecer, relatar;
b) quando a pesquisa tem o objetivo de compreender:
Compreender, concluir, deduzir, demonstrar, determinar, diferenciar, discutir, interpretar,
localizar, reafirmar;
c) quando a pesquisa tem o objetivo de aplicar:
Desenvolver, empregar, estruturar, operar, organizar, praticar, selecionar, traçar, otimizar,
melhorar;
quando a pesquisa tem o objetivo de analisar:
Comparar, criticar, debater, diferenciar, discriminar, examinar, investigar, provar, ensaiar,
medir, testar, monitorar, experimentar;
e) quando a pesquisa tem o objetivo de sintetizar:
Compor, construir, documentar, especificar, esquematizar, formular, produzir, propor,
reunir, sintetizar;
f) quando a pesquisa tem o objetivo de avaliar:
Argumentar, avaliar, contrastar, decidir, escolher, estimar, julgar, medir, selecionar.
Lista de alguns verbos operacionais
Nível de conhecimento/saber Nível de saber-fazer
Apreciar
analisar
escolher
citar
classificar
comparar
controlar
descobrir
descrever
definir
demonstrar
nomear
designar
diferenciar
distinguir
estimar
avaliar
calcular
construir
consertar
desenvolver(método)
diagnosticar (manutenção)
executar
gerenciar (informática)
instalar
integrar
dominar
localizar
montar (uma operação)
modelar
organizar (um posto)
praticar
preparar
realizar
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explicar
identificar
julgar
listar
medir
opor
provar
reconhecer
redigir
reagrupar
repertoriar
resolver
selecionar
estruturar
traduzir
transpor
verificar
reparartratar
transformar
utilizar
...e todos os verbos técnicos
Justificativa (Por Quê?)
É o único item do projeto que apresenta respostas à questão por quê? De suma importância,
geralmente é o elemento que contribui mais diretamente na aceitação da pesquisa pela(s)
pessoa(s) ou entidades que vai financiá-la.
A justificativa consiste em uma exposição sucinta, porém completa, das razões de ordem
teórica e dos motivos de ordem prática que tornam importante a realização da pesquisa.
Deve enfatizar:
1- o estágio em que se encontra a teoria respeitante ao tema;
2- as contribuições teóricas que a pesquisa pode trazer: confirmação geral,
confirmação na sociedade particular em que se insere a pesquisa, especificação para casos
particulares, clarificação da teoria, resolução de pontos obscuros;
3- a importância do tema do ponto de vista geral;
4- a importância do tema para casos particulares em questão;
5- possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade abarcada pelo tema
proposto;
6- descoberta de soluções para casos gerais e/ou particulares.
A justificativa difere da revisão da bibliografia e, por este motivo, não apresenta
citações de outros autores.
Formulação do problema
A formulação do problema prende-se ao tema proposto: ela esclarece a dificuldade
específica com a qual se defronta e que se pretende resolver por intermédio da pesquisa.
Para ser cientificamente válido, um problema deve passar pelo crivo das seguintes
questões:
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O problema:
- pode ser enunciado em forma
de pergunta?
- corresponde a interesses
pessoais (capacidade), sociais e
científicos, isto é, de conteúdo
e metodológicos? Esses
interesses estão harmonizados?
- constitui-se o problema em
questão científica, ou seja,
relacionam-se entre si pelo
menos duas variáveis?
- pode ser objeto de
investigação sistemática,
controlada e crítica?
-pode ser empiricamente
verificado em suas
conseqüências?
♦Formulação do problema:esclarecer a questão de
pesquisa, definir o problema - o que? como?
viabilidade
relevância
observar novidade
exequibilidade
oportunidade
deve ser interrogativa, clara, precisa e objetiva;
possuir solução viável;
expressar uma relação entre duas ou mais variáveis;
ser fruto de revisão de literatura e reflexão pessoal.
2. DELINEAMENTODAPESQUISA
O problema, assim, consiste em um enunciado explicitado de forma clara, compreensível e
operacional, cujo melhor modo de solução ou é uma pesquisa ou pode ser resolvido por
meio de processos científicos. Concluem-se disso que perguntas retóricas, especulativas e
afirmativas (valorativas) não são perguntas científicas.
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Hipóteses
Enunciado das hipóteses
♦ é uma suposição que se faz na tentativa de explicar o
problema;
♦ como resposta e explicação provisória, relaciona duas
ou mais variáveis do problema levantado;
♦ deve ser testável e responder ao problema;
♦ serve de guia na pesquisa para verificar sua validade.
Surgem de:
observação
resultados de outras pesquisas
teorias
intuição
2. DELINEAMENTODAPESQUISA
Características das
Hipóteses
�� Consistência lógica
�� Verificabilidade
�� Simplicidade
�� Relevância
�� Apoio teórico
�� Especificidade
�� Plausibilidade
�� Clareza
�� Profundidade
�� Fertilidade
�� Originalidade
Uma hipótese aplicável deve:
♦ ser conceitualmente clara;
♦ ser específica (identificar o que deve ser observado);
♦ ter referências empíricas (verificável);
♦ ser parcimoniosa (simples);
♦ estar relacionada com as técnicas disponíveis;
♦ estar relacionada com uma teoria.
2. DELINEAMENTODAPESQUISA
As hipóteses constituem
“respostas” supostas e
provisórias ao problema.
A principal resposta é
denominada hipótese básica,
podendo ser complementada
por outras, que recebem a
denominação de
secundárias.
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Método Científico (Como?)
METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA
¥ modo científico para obter conhecimento da
realidade empírica (?) tudo que existe e pode
ser conhecido pela experiência);
¥ processo formal e sistemático de
desenvolvimento do método científico.
1. O que é método e pesquisa?
Pesquisa
¥ Forma de pensar para se chegar à natureza de um
determinado problema, quer seja para estudá-lo ou
explicá-lo.
Método
1
Classificação das pesquisas
- Quanto à natureza:
Pesquisa Básica: objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem
aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais.
Pesquisa Aplicada: objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigida à
solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.
- Quanto a forma de abordagem (segundo Gil, 1991):
Pesquisa Quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir
em números opiniões e informações para classificá-los e analisá-los. Requer o uso de
recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio padrão,
coeficiente de correlação, análise de regressão, etc...).
Pesquisa Qualitativa: considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o
sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito
que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de
significados são básicos no processo de pesquisa qualitativa. Não requer os uso de métodos
e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o
pesquisador é o instrumento chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus
dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.
A investigação científica depende de um “conjunto de procedimentos
intelectuais e técnicos” (Gil, 1999,
p.26) para que seus objetivos sejam
atingidos: os métodos científicos.
Método científico é o conjunto de
processos ou operações mentais que
se deve empregar na investigação. É
a linha de raciocínio adotada no
processo de pesquisa.
“O jantar”
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- Quanto aos objetivos
Pesquisa Exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas
a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolvem levantamento bibliográfico;
entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado;
análise de exemplos que estimulem a compreensão. Assume, em geral, as formas de
Pesquisas Bibliográficas e Estudos de caso.
Pesquisa Descritiva: visa descrever as características de determinada população ou
fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolvem o uso de técnicas
padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral,
a forma de Levantamento.
Pesquisa Explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a
ocorrência dos fenômenos. aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão,
o “porquê” das coisas. Quando realizada nas ciências naturais requer o uso do método
experimental e nas ciências sociais requer o uso do método observacional. Assume, em
geral, a formas de Pesquisa Experimental e Pesquisa Ex-post-facto.
- Quanto aos procedimentos técnicos
Pesquisa Bibliográfica: quando elaborada a partir de material já publicado, constituído
principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado
na Internet.
Pesquisa Documental: quando elaborada a partir de materiais que não receberam
tratamento analítico.
Pesquisa Experimental: quando se determina um objeto de estudo, seleciona-se as
variáveis que seriam capazes de influenciá- lo, define-se as formas de controle e de
observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo
comportamento se deseja conhecer.
Estudo de caso: quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos
de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento.
Pesquisa Ex-Post-Facto: quando o “experimento” se realiza depois dos fatos.
Pesquisa ação: quando concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou
com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos
da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.
Pesquisa Participante: quando se desenvolve a partir da interação entre pesquisadores e
membros das situações investigadas.
Toda pesquisa requer um embasamento teórico. Nele é preciso observar a teoria de base que
dará sustentação ao trabalho, a revisão bibliográfica e a definição dos termos.
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Embasamento Teórico (como?)
Respondendo ainda à questão como? Aparecem aqui os elementos de fundamentação
teórica da pesquisa e, também, a definição dos conceitos empregados.
1-Teoria de Base
A finalidade da pesquisa científica não é apenas um relatório ou descrição de fatos
levantados empiricamente, mas o desenvolvimento de um caráter interpretativo, no que se
refere aos dados obtidos. Para tal, é imprescindível correlacionar a pesquisa com o universo
teórico, optando-se por um modelo que serve de embasamento à interpretação do
significado dos dados e fatos colhidos ou levantados.
Todo projeto de pesquisa deve conter as premissas ou pressupostos teóricos sobre os quais
o pesquisador (o coordenador e os principais elementos de sua equipe) fundamentará sua
interpretação.
2-Revisão Bibliográfica
Pesquisa alguma parte hoje da estaca zero. Mesmo que exploratória, isto é, de avaliação de
uma situação concreta desconhecida, em um dado local, alguém ou um grupo, em algum
lugar, já deve ter feito pesquisas iguais ou semelhantes ou mesmo complementares de
certos aspectos da pesquisa pretendida. Uma procura de tais fontes, documentais ou
bibliográficas, torna-se imprescindível para a não-duplicação de esforços, a não
“descoberta” de idéias já expressas, a não-inclusão de “lugares-comuns” no trabalho.
A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite salientar a
contribuição da pesquisa realizada, demonstrar contradições ou reafirmar comportamentos
e atitudes. Tanto a confirmação, em dada comunidade, de resultados obtidos em outra
sociedade quanto a enumeração das discrepâncias são de grande importância.
3- Definição dos Termos
A ciência lida com conceitos, isto é, termos simbólicos que sintetizam as coisas e os
fenômenos perceptíveis na natureza, no mundo psíquico do homem ou na sociedade, de
forma direta ou indireta. Para que se possa esclarecer o fato ou fenômenos que se está
investigando a ter possibilidade de comunicá-lo, de forma não ambígua, é necessário definilo
com precisão.
Os termos precisam ser especificados para a compreensão de todos.
Cronograma (quando?)
A elaboração do cronograma responde à pergunta quando? A pesquisa deve ser divida em
partes, fazendo-se a previsão do tempo necessário para passar de uma fase a outra. Não
esquecer que, se determinadas partes podem ser executadas simultaneamente, pelos vários
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membros da equipe, existem outras que dependem das anteriores, como é o caso da análise
e interpretação, cuja realização depende da codificação e tabulação, só possíveis depois de
colhidos os dados.
Estabeleça um cronograma e procure não sair dele!
Sugestão para seis meses:
Etapa/Mês 01 02 03 04 05 06
Escolha do Tema de Pesquisa X
Seminários do projeto (justificativa,
objetivos, problemática, metodologia,
estrutura do trabalho).
X
Definição dos capítulos (sumário
preliminar)
X
Revisão da Literatura (enquadramento
teórico)
X X
Seminário-desenvolvimento da proposta X X
Redação preliminar X X X
Ajustes metodológicos, conceituais,
formatação.
X
Preparação para defesa – Pré-defesas X X
Apresentação do trabalho final - defesa X
Orçamento (com quanto?)
Respondendo à questão com quanto?, o orçamento distribui os gastos por vários
itens, que devem necessariamente ser separados. Inclui:
a) pessoal – do coordenador aos pesquisadores de campo, todos os elementos deve
ter computados os seus ganhos, quer globais, mensais, semanais ou por hora/atividade,
incluindo os programadores de computador;
b) material, subdivididos em:
b.1) elementos consumidos no processo de realização da pesquisa, como papel,
canetas, lápis, cartões ou plaquetas de identificação dos pesquisadores de campo,
hora/computador, datilografia, xerox, encadernação etc.;
b.2) elementos permanentes, cuja posse pode retornar à entidade financiadora, ou
serem alugados, computadores, calculadoras, etc..
No caso de um projeto de desenvolvimento de software....
�� Planificação de um projeto – ver plano de ação 5W2H
�� Ciclo de desenvolvimento – utilize um método!
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�� Avaliação – utilize um método!
�� Perigo! O que faz um projeto fracassar...
Entre outras razões, um projeto fracassa ou termina de má qualidade devido:
�� as improvisações, os “achismos”, a má gestão, a falta de um método,
�� Falhas na realização: desenvolvimento não otimizado, testes parciais, falta de
documentação (ou incompleta), programadores inexperimentados...
��Falhas nas especificações: regras de gestão vagas, incompletas, instáveis…
�� Falta de comunicação com o cliente/usuário durante o desenvolvimento do projeto.
Para um projeto de software, lembre-se:
��Elaborar o Projeto (Diagnóstico, objetivos, concepção funcional, concepção detalhada,
produção, realização...)
��Elaborar o plano de gestão do projeto (caderno de encargos)
��Fazer uma boa concepção da interface com o usuário
��Utilizar métodos (Axial, Merise, IDA, JSD, SADT...)
��Escolher um modelo de desenvolvimento (cascata, V, W...espiral...)
��Observar Regras e Normas técnicas (ISO, AFNOR...outras)
O plano da pesquisa
Escolher um bom tema: nunca iniciar uma pesquisa sem um bom tema e sem ter as
questões de pesquisa bem precisas.
O plano de pesquisa serve para guiar a pesquisa, dá um sentimento de segurança e
permite um trabalho modularizado, customizado.
O plano é diferente do desenvolvimento da pesquisa (o grosso do trabalho) e da redação
dos resultados (documento final para defesa e publicação).
A monografia/dissertação/tese apresenta o resultado para uma audiência determinada
Para começar, faça um brainstorming: escreva rapidamente em um papel as palavraschave
e sobre cada uma, desenhe, faça esquemas. Tenha um papel e caneta sempre!
Lembrar que o orientador (a) não é a única pessoa que pode ajuda-lo, procurar sempre
quem pode ajuda-lo com questões precisas! Preferencialmente em papel
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ELABORANDO O PROJETO – CONSELHOS ÚTEIS
Preparação
Começar por 2 – 3 artigos/obras que contenham um sobrevôo da disciplina ou tema.
Não leia bastante sobre o tema, deve-se parar quando a mesma informação surge, se
possuir pouco tempo, fixe-se somente em uma abordagem.
Seja minimalista!
Antes de se concentrar numa tarefa específica, identifique os pontos mais importantes.
Elimine de sua cabeça as idéias improdutivas (fora do contexto específico do trabalho)
se forem pertinente, guarde-as para trabalhos futuros.
A redação
Definido o tema, objetivos, problemática e hipóteses, recomenda-se fazer um sumário
preliminar que servirá para delimitação das partes do trabalho e que será modificado ao
longo de sua realização.
Lembre-se, o projeto transformar-se-á no capítulo de introdução da dissertação/tese.
Nessa etapa não esqueça de documentar tudo, mesmo que seja em guardanapo de bar!
O estresse
Pequenos conselhos para desestressar:
Durante o trabalho faça pequenas pausas de 5 min mesmo que para andar no
apartamento, olhar pela janela, tomar um cafezinho...
Faça um alongamento e respire profundamente de tempos em tempos.
Inútil dizer não estresse, só se faz isso ou resolvendo o problema ou buscando outra
atividade.
Os bloqueios
É normal ocorrerem bloqueios durante a redação. Eles se apresentam como
incapacidade total de começar a escrever ou sair de um ponto em que se está
trabalhando. Quando isso ocorrer, o importante é escrever qualquer coisa, mesmo se for
pouco ou não muito bom.
Discuta com os outros sobre seu bloqueio, sobre sua pesquisa, sobre seu projeto de
pesquisa. Falar é mais simples que escrever e isso gera idéias.
Se trabalhar pouco todos os dias, ao menos trabalhe regularmente.
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Quer tornar divertido? Pegue um dado, jogue e escreva a metade do número que der ☺
mas produza!
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E FORMATAÇÃO
Lembre-se sempre que para seu trabalho existem três tipos de leitores: o leitor rápido, o
leitor que acredita no que escreveu e o leitor que quer “ saber”, aprender.
Em termos de estrutura e organização do trabalho, siga as normas da redação científica.
É melhor não inovar na apresentação do trabalho.
Não perca tempo com formatagens eternas utilize folhas de estilos (templates) que já
instituiem as partes do trabalho, estilos, fontes, parágrafos, etc. Evite muitos níveis de
seções (ex. 10. 2.4.3) isto torna difícil a orientação em relação ao conjunto.
Se o texto de uma seção for muito longo, pode-se introduzir títulos sem números ou
numerações com a) 1). Uma seção numerada para cada tema importante, mas muitas
sub-seções cortam o texto!
Não esqueça que os títulos indicam o conteúdo de uma seção e devem ser curtos e
objetivos.
Faça parágrafos curtos e evite frases longas.
A introdução, assim como a conclusão é a parte mais importante do seu trabalho no
plano retórico. As pessoas lêem primeiro e decidem se querem ver o resto. O leitor deve
ver o que contém o seu trabalho em termos da questão, da linguagem utilizada
(conceitos, definições), a estratégia (metodologia e sua estruturação).
Regra geral, a introdução deve conter: a problemática da pesquisa e as questões de
pesquisa decorrentes, uma discussão sobre a pertinência e sobre a importância do
trabalho dentro de um contexto histórico, social, cultural, tecnológico local e além.
Não esquecer as definições mais importantes, [notadamente as que se encontram
expressas no título do trabalho e na introdução do objeto do trabalho.
Descrever as partes...(ajuda do template)
�� A fundamentação...
�� O desenvolvimento/aplicação
�� ...a metodologia e organização do trabalho
�� Nas conclusões, ressalte os resultados principais da pesquisa
�� Apresentação à banca examinadora (outras recomendações)
O template (arquivo em anexo)
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Atenção! O template que coloco à disposição de vocês foi uma construção entre pares e
não está autorizada sua divulgação pelos outros colegas de autoria. Portanto, solicito uso
exclusivamente individual.
COMO ELABORAR O RESUMO
(Palestra da Profa. Dra. Léa Masina - Instituto de Letras)
RESUMO é:
�� um texto
�� um tipo de redação informativo-referencial que se ocupa de reduzir um texto a
suas idéias principais. Em princípio, o resumo é uma paráfrase e pode-se dizer que
dele não devem fazer parte comentários e que engloba duas fases: a compreensão
do texto e a elaboração de um novo. A compreensão implica análise do texto e
checagem das informações colhidas com aquilo que já se conhece. (Medeiros,
2000)
�� a “apresentação concisa das idéias de um texto” (Norma NBR 6028, da Associação
Brasileira de Normas Técnicas)
�� uma apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto, ressaltando a
progressão e a articulação delas. Nele devem aparecer as principais idéias do autor
do texto.
Sendo o RESUMO um texto, ele deve ser : UNO, COERENTE, COESO
UNIDADE: Interligação entre suas partes, que deverão convergir para um direcionamento
único
COERÊNCIA: As idéias apresentadas devem ser coerentes e não contraditórias
COESÃO: Os elementos da frase devem estabelecer os nexos entre as partes do texto
O RESUMO deve considerar o contexto, transmitindo uma informação de forma clara e
eficaz. Seu autor objetiva alcançar o entendimento e a compreensão do leitor.
O RESUMO se relaciona com outros textos (hipertextos): existe um texto anterior que dá
origem ao RESUMO. Esse texto será apresentado como uma paráfrase , propondo uma
problematização.
Para que serve o RESUMO?
O RESUMO deve responder a duas perguntas:
O que o autor pretende demonstrar?
De que trata o texto ?
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Portanto, devem constar do RESUMO :
• O assunto do texto
• O objetivo do texto
• A articulação das idéias
• As conclusões do autor do texto objeto do resumo.
O que deve conter o RESUMO ?
O RESUMO deve responder a duas perguntas:
O que o autor pretende demonstrar?
De que trata o texto ?
Portanto, devem constar do RESUMO :
• O assunto do texto
• O objetivo do texto
• A articulação das idéias
• As conclusões do autor do texto objeto do resumo

O que deve informar o RESUMO ?
Tratando-se do resumo de uma pesquisa iniciada, em andamento ou concluída, ele deve
informar:
• A natureza da pesquisa realizada
• Os resultados parciais ou finais
• As conclusões ou novos direcionamentos.
Enfim, para que serve um RESUMO?
O RESUMO tem por OBJETIVO :
• partilhar um saber – uma referência
• fornecer informação
• apresentar provas ou evidências
• explicitar seus objetivos
• explicitar sua metodologia
• apontar para uma conclusão
Como partilhar o saber?
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Partindo de uma informação do conhecimento da comunidade. Isso ocorre na introdução,
quando o autor negocia com o leitor, estabelecendo o nível do entendimento para, então,
expor informações novas. Essas devem deixar claro sua referência, isto é, o tema a ser
resumido. Devem situar o leitor com relação à área de estudo.
Como fornecer informação?
Apresentando uma visão própria , ou um enfoque, a respeito da matéria tratada. A
informação constitui o centro do RESUMO, podendo consistir também numa
problematização. O RESUMO deve informar o estágio em que se encontra a pesquisa. Se
for o estágio final, deverá expor uma síntese dos resultados alcançados. Se for em fase
inicial ou em andamento, deverá apontar as questões que pretende abarcar, relatando os
resultados parciais da pesquisa.
Como apresentar provas ou evidências?
Fundamentando as afirmações expostas através de argumentação ou provas.
Como explicitar seus objetivos?
Deixando clara intenção a ser cumprida. Esta enunciação requer paráfrase discursiva,
remetendo ao texto da pesquisa. É preciso lembrar que os objetivos do bolsista nem sempre
são os mesmos objetivos de seu orientador.
Como explicitar sua metodologia?
Referindo os passos da pesquisa e descrevendo o método empregado.
Como apontar para uma conclusão?
Esclarecendo quais os objetivos alcançados ou em vias de ser alcançados. É preciso
considerar as diferenças existentes entre as pesquisas concluídas e que se reformulam, as
pesquisas em andamento e em fase inicial. As perspectivas de resultados devem ser
incluídas.
REDAÇÃO DE RESUMO: CARACTERÍSTICAS
FORMAIS
Sendo um TEXTO CONCISO, o resumo deve ser redigido:
• em linguagem objetiva, suprimindo palavras desnecessárias (adjetivos e
advérbios) .
• evitando a repetição de frases inteiras do texto original (a serem
sintetizadas e não transcritas).
• respeitando a ordem em que as idéias ou fatos são apresentados.
Assim, são suas características formais :
• Extensão : de 8 a 15 linhas
• Um só parágrafo
• 3ª pessoa sing., 3ª pessoa plural, 1ª pessoa sing.
• Frases pouco extensas
• Terminologia específica
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• Ordem direta das frases
• Linguagem denotativa
Exigências: titulo do trabalho., autor (es), professor orientador, texto, fonte financiadora
(se houver), unidade e universidade entre parênteses.
Exemplos de resumos
GEO-PROCESSAMENTO – GEOGRAFIA HUMANA
A PERCEPÇÃO DO EMPRESARIADO INDUSTRIAL SOBRE O AMBIENTE
URBANO: UM INSTRUMENTO DE TRABALHO. André Venzon . (Faculdade de
Arquitetura, UFRGS).
O tema da “análise empresarial” será desenvolvido com os empresários em uma parcela
humana do bairro dos Navegantes, com o objetivo de investigar e elaborar instrumentos
capazes de revelar os valores ambientais na percepção dos empresários, em particular do
setor industrial. Estes valores estão endereçados no sentido do que é oferecido pela
estrutura urbana do bairro. Procurarei pesquisar instrumentos que são empregados na
área de percepção ambiental, como : questionários abertos ou fechados, testes
associativos, cenários estruturados, que me auxiliem na busca dos indicativos de uma
estrutura capaz de superar as expectativas ou suportar as exigências que fazem os diversos
ramos empresariais instalados naquele ambiente. Uma vez conhecidos os intrumentos de
trabalho, selecionarei um ou mais que serão testados no sentido de obter a concepção do
objetivo dessa pesquisa. Isto é, elaborar instrumentos que indiquem a validade do bairro
quanto à implantação de diferentes investimentos empresariais. Posteriormente, as
informações fornecidas através da análise empresarial do bairro Navegantes servirão de
“subsídios” para projetos urbanísticos que contextualizarão a percepção dos empresários
sobre as potencialidades econômicas daquele ambiente. (PROPESP).
ENGENHARIA CIVIL
ANÁLISE DA QUANTIDADE MÍNIMA DE CAL NECESSÁRIA AO
DESENVOLVIMENTO DE REAÇÕES POZOLÂNICAS EM MISTURAS SOLOCINZA-
CAL. Fábio C. Ferreira., João Antonio H. Carraro, Nilo Cesar Consoli
(Departamento de Engenharia Civil, Escola de Engenharia ,UFRGS)
Este trabalho tem como objetivo geral estudar a viabilidade do uso de resíduos industriais,
geradores de problemas ambientais, na estabilização química de solos. Os materiais
utilizados nesta pesquisa serão: o solo residual de Arenito Botucatu, a cinza volante
resultante da queima de carvão na termelétrica Presidente Médici (Candiota- RS) e o
rejeito de hidróxido de cálcio (cal residual) proveniente da empresa White Martins Gases
Industriais S.A (Sapucaia do Sul -–RS). Neste estudo será determinado o Lime Fixastion
Point (método baseado no ensaio de Limite de Plasticidade) que visa a determinação de
um teor mínimo de cal que assegure o desenvolvimento de reações pozolânicas em uma
mistura. Esta determinação será feita para o solo natural e para uma mistura solo-cinza.
Desta forma, pretende-se analisar a influência exercida pela adição de cinza volante na
quantidade mínima de cal demandada. O valor obtido através deste método será verificado
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experimentalmente mediante a comparação com resultados de ensaio de resistência à
compressão simples realizados com os mesmos materiais.
HISTÓRIA E LITERATURA
A CONCEPÇÃO DE HISTÓRIA EM “O TEMPO E O VENTO”. Ronaldo Machado,
Astor Diehl (Departamento de História, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas,
UFRGS)
A distinção entre os textos ficcional e historiográfico são tênues e o que se tem estudado
nessa relação , até o presente momento, é o conteúdo narrativo da historiografia, e não o
núcleo cognitivo e didático da obra ficcional. A pesquisa pretende verificar qual a
concepção de história presente na trilogia de “O tempo e op Vento”, tendo por
pressuposto o entendimento de que a Literatura produz, tal qual a História, formas
peculiares de saber histórico. A obra de Erico Verissimo recebeu importantes e profundas
análises críticas, contudo poucas abordaram-na sob a perspectiva que adotamos. O estudo
envolveu seu objeto a partir da problemática da fundamentação da Ciência histórica,
especificamente sob o viés da Didática da História, ou seja, a preocupação em entender
como se processam orientações históricas por meios extra-acadêmicos. O texto da trilogia
é abordado visando destacar a construção do relato histórico, sob três elementos
identificadores: o espaço, o tempo e o indivíduo. A opção de análise desses elementos se dá
com base na hipótese de trabalho: a idéia de história na trilogia é estrutural; uma história
das permanências ante a das modificações. O caráter circular do texto remete a uma idéia
de história centrada nos elementos estáveis das gerações Terra-Cambará.
ESQUEMAS PARA ORGANIZAÇÃO PESSOAL DO
TRABALHO
Organizando a leitura:
1- Antes de ler, pergunte-se mentalmente o que sabe sobre o assunto.
2- Faça uma primeira leitura rápida da obra, procurando captar o plano do livro.
3- Após a primeira leitura, informe-se sobre o autor.
4- Releia reflexivamente sobre o primeiro capítulo.
5- Durante a Segunda leitura resolva as dúvidas que surgigem e prepare fichas com
transcrições dos trechos mais importantes. Anote também seu esquema do capítulo e
suas observações pessoais sobre o que lê.
6- Faça um resumo do que leu.
7- Proceda da mesma forma sobre os outros capítulos.
8- Relacione os capítulos entre si.
9- Ao terminar de reler a obra, reveja suas fichas de anotações.
10- Discorra oralmente sobre a obra, usando suas próprias palavras (se preferir faça uma
gravação).
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Estudando o texto
PARA ENCONTRAR A IDÉIA PRINCIPAL NA UNIDADE DE LEITURA:
1- Delimite as unidades de leitura do texto, segundo o sentido completo dos pensamentos
expressos pelo autor.
2- Analise a unidade de leitura, encontre a idéia principal e formule-a em uma fraseresumo.
PARA SUBLINHAR O TEXTO:
1- Não sublinhe na primeira leitura. Antes de começar a sublinhar é preciso Ter um
contato inicial com o texto e submetê-lo a um questionamento.
2- Sublinhe durante a leitura reflexiva, mas apenas o que é realmente importante para o
estudo do texto.
PARA ESQUEMATIZAR O TEXTO:
1- Faça uma distribuição gráfica do assunto, mediante divisões e subdivisões que
representem a sua subordinação hierárquica.
2- Construa o esquema [por meio de chaves de separação ou por listagem com
diferenciação de espaço e/ou classificação numérica para as divisões e subdivisões dos
elementos.
3- Mantenha no esquema fidelidade ao texto original.
4- Ordene a estrutura do esquema de forma lógica e facilmente compreensível.
PARA RESUMIR O TEXTO:
1- Não comece a resumir antes de levantar o esquema do texto ou de preparar as anotações
de leitura.
2- Redija o resumo em frases breves, diretas e objetivas.
3- Acrescente ao resumo as necessárias referências bibliográficas.
4- Acrescente, sempre que considerar necessário, suas observações pessoais ao resumo.
PARA A ANÁLISE TEXTUAL
1- Estabeleça a unidade de leitura.
2- Leia rapidamente o texto completo da unidade de leitura, assinalando na margem as
palavras desconhecidas e pontos que requerem melhor esclarecimento.
3- Esclareça o sentido das palavras desconhecidas e as eventuais dúvidas que tenham
surgido no texto.
4- Informe-se melhor sobre o autor do texto.
5- Faça um esquema do texto estudado.
PARA ANÁLISE TEMÁTICA
1- Releia de modo reflexivo o texto da unidade de leitura, com o propósito de apreender o
conteúdo.
2- Procure no texto completo as respostas para perguntas do tipo:
a) De que trata o texto?
b) O que mantém sua unidade global?
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3- Procure encontrar o processo de raciocínio do autor, mediante um esquema do
plano do texto (que pode ser muito diferente do obtido na análise textual).
4- Examine cada elemento do texto e compare-o com os ossos de um vertebrado: se faz
parte do “esqueleto” do texto, é um elemento essencial, caso contrário é um elemento
secundário ou complementar.
5- Só dê por terminada a análise temática quando estabelecer com segurança o esquema
definitivo do pensamento do autor.
PARA ANÁLISE INTERPRETATIVA
1- Não se deixe tomar pela subjetividade.
2- Relacione as idéias do autor com o contexto filosófico e científico de sua época e de
nossos dias.
3- Faça a leitura das “entrelinhas” a fim de inferir o que não está explícito no texto.
4- Adote uma posição crítica, a mais objetiva possível, com relação ao texto. Esta posição
tem de estar fundamentada em argumentos válidos, lógicos e convincentes.
5- Faça um resumo do que estudou.
6- Discuta o resultado obtido no estudo.
Construindo um estilo de redação:
1- Exponha as idéias com clareza e objetividade.
2- Utilize linguagem direta.
3- Redija com simplicidade, sem resvalar para o supérfluo e sem descambar para o
excessivamente coloquial. Enfoque a matéria e particularize os pontos necessários para
a comunicação necessários para a comunicação sem recorrer a um estilo prolixo,
retórico ou confuso.
4- Use vocabulário técnico somente para o estritamente necessário. Seja rigoroso e preciso
no seu uso, a fim de evitar que seu texto seja hermético.
5- Evite escrever períodos muito longos. Prefira frases curtas.
6- Use a terceira pessoa do singular. Evite referências pessoais como “minha tese”, “neste
meu estudo”. É mais correto e elegante utilizar expressões como “a presente tese”, “no
presente estudo”. É também desaconselhável usar a primeira pessoa do plural par
indicar impessoalidade. Por exemplo: “nossa tese”, “neste nosso estudo”.
Redigindo:
1- Ao redigir, observe as regras gramaticais (ortografia, concordância e pontuação podem
facilmente modificar o sentido de sua mensagem.
2- Procure escrever como se tivesse dirigindo-se diretamente a alguém definido. Isso ajuda
a desenvolver a linha de raciocínio e de argumentação para alcançar um objetivo
estabelecido.
3- Esteja atento ao significado semântico dos termos utilizados no trabalho.
4- Evite usar modismos, gírias e banalidades vocabulares.
5- Exponha as idéias com clareza, precisão e objetividade.
6- Use vocabulário técnico somente para o estritamente necessário.
7- Prefira sempre o emprego de frases curtas, simples e que contenham uma única idéia.
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8- Corrija e/ou reescreva o texto quantas vezes forem necessárias para obter maior
objetividade, precisão e clareza em sua mensagem.
(FONTE: GALLIANO, Guilherme A. O método científico: teoria e prática. São Paulo:
Harbra, 1979. 200p)
VERBOS A SEREM UTILIZADOS PARA FAZER
MENÇÕES A AUTORES
Verbos para APRESENTAR:
Nome do autor Verbos
SILVA (2004) Afirma que (afirmar)
Comenta que (comentar)
Aponta que (apontar)
Identifica que (identificar)
Mantém que (manter)
Sustenta que (sustentar)
Nota que (notar)
Cita que (citar)
Argumenta que (argumentar)
Considera que (considerar)
Identifica que (identificar)
Enumera que (enumerar)
Relata que (relatar)
Menciona que (mencionar)
outros
Verbos para REFORÇAR:
Nome do autor Verbos
SILVA (2004) Enfatiza que (enfatizar)
Destaca que (destacar)
Reforça que (reforçar)
Assinala que (assinalar)
Salienta que (salientar)
Ressalta que (ressaltar)
Aposta que (apostar)
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Acredita que (acreditar)
Afirma que (afirmar)
Sustenta que (sustentar)
Assevera que (asseverar)
Considera que (considerar)
Defende que (defender)
Entende que (entender)
outros
ORIENTAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGOS
1. AVALIAÇÃO DE PROPOSTAS DE ARTIGOS PARA PUBLICAÇÃO
Quando as propostas de artigos (papers) científicos-técnicos sac analisadas (enviados para
parecer), os avaliadores (especialistas) têm na mente algumas questões enquanto revisam o
texto apresentado. Para autores em potencial, como par exemplo aluno de curso de
mestrado e doutorado pode ser vantajoso conhecer algumas destas questões. O que
permitira antecipar-se junto aos avaliadores permitindo que o trabalho de avaliação seja
mais ágil e menor o tempo - de resposta ao pedido de avaliação. A seguir estão
apresentadas algumas questões compiladas das orientações do Journal of Construction
Management and Economics - periódico publicado mensalmente par editora do Reino
Unido (UK):
1. O titulo reflete corretamente o conteúdo e o propósito do artigo? (Em particular,
o título indica se o artigo trata de uma revisão bibliográfica, um estudo de caso
ou uma nova contribuição ao conhecimento na área do gerenciamento de
construções?)
2. O resumo (abstract) esta suficientemente conciso (breve)?
3. A lista de palavras-chave (keywords) fornece índices (index) adequado para
facilitar a busca do artigo?
4. Na introdução, estão os propósitos do artigo claramente estabelecidos?
5. Os propósitos declarados no artigo são concluídos com sucesso?
6. As figuras e as tabelas ajudam a esclarecer o conteudo do artigo?
7. A sintaxe do texto em português esta satisfatória? (o mesmo para a sintaxe do
inglês usada no abstract?).
8. O texto é conciso? (caso o avaliador julgue que o texto esteja excessivo, ele
indicara as partes para serem cortadas).
9. O texto é desenvolvido com argumentos razoavelmente lógicos?
10. As conclusões acompanham sensivelmente o que foi relatado no trabalho?
11. As referencias bibliográficas indicadas são representativas? (Nas referencias
estão listados os pesquisadores considerados como autoridades no assunto
trabalhado).
12. O artigo em geral tem qualidade adequada para ser publicado nesta revista?
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E importante ter em mente que o artigo deve contribuir para o melhor entendimento das
disciplinas acadêmicas da área do gerenciamento da construção civil. Textos descritivos
devem ser evitados. Um dos melhores teste para classificar uma proposta de artigo e
perguntar se é uma hipótese ou um método. Se o artigo não se encaixar em nenhuma das
duas situações, então e muito difícil que seja indicado para publicação.
Nas publicações internacionais, as propostas de artigos são encaminhadas a pelo menos 4
avaliadores para parecer. Portanto, dificilmente um avaliador decidirá isoladamente o
destino de um artigo. Apenas o editor da revista pode decidir sozinho. Em geral, o editor é
guiado pelos pareceres dos especialistas. Isso significa que os argumentos e razoes
apontada nos pareceres são indicações importantes para a recomendação de um artigo.
Em geral os artigos deveriam ser menores. Os editores preferem encaminhar as propostas
de artigos para avaliadores que pensem de forma concisa. Em alguns casos, o parecer pode
indicar pela devolução da proposta para o autor com uma notificação solicitando a
diminuição do texto e a apresentação sob a forma de nota (notes). Vista que a nota é menor
que um artigo (2000 palavras), isto possibilitará que um major número de artigos seja
publicado numa mesma edição da revista.
2. CARACTERISTICAS NECESSARIAS DE UM ARTIGO (PAPER)
Dimensões: Os artigos (papers) devem ter entre 2000 a 5000 palavras, escritos na língua
indicada pelo editor (em geral e o inglês), escrito em espaço duplo em papel tamanho A-4,
com 4 centímetros de margem esquerda. As paginas devem ser numeradas (números,
consecutivos). O texto deve ser arranjado em títulos e subtítulos. Não serão aceitos anexos,
extensos e outros materiais de explanação, além do texto do artigo propriamente dito.
Título: na primeira folha deve-se colocar o titulo do trabalho, o nome do autor e dos coautores,
a instituição as quais são filiados, os endereços para correspondência e envio das
provas para alterações. O título deve ficar em até 75 caracteres (incluindo os espaços).
Resumo e palavras-chave: também na primeira folha, logo abaixo dos autores, vai o
abstract (resumo), com no máximo 200 palavras. O resumo deve conter claramente a
indicação do conteúdo trabalhado no artigo e suas conclusões. As palavras-chave
(Keywords) em número de 5 devem ser escolhidas com bastante critério de forma a ajudar
nas buscas futuras por interessados no assunto.
Ilustrações Fotografias, desenhos, gráficos, diagramas, etc. devem ser numerados (Fig. 1;
Fig. 2; Tabela 1;: Fotografia 1;: Gráfico 1; etc.) na ordem com que aparecem no texto. Logo
abaixo das ilustrações devem ser colocadas as indicações da figura. As ilustrações devem
ser de fácil reprodução, desenhados em tinta preta sobre papel branco. No caso de se
utilizar algum software especifico será necessário verificar se o editor possui o
referido.software de modo a reproduzir a figura. As fotografias devem ser em preto e
branco, com as indicações do autor (fotógrafo) e, como qualquer figura, deve ter na parte
inferior a indicação do que se trata. A unidade utilizada deve ser indicada.
Preferencialmente usar o sistema métrico e em caso de se utilizar outra unidade de medida,
colocar entre parênteses o equivalente em metros, centímetros ou milímetros. A escala
usada também deve vir indicada (2:1; 1:100; 1:5000; etc.).
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Referências: no texto a indicação de referências devem utilizado o Sistema Harvard: para
um autor: Smith(1995), para dois autores: (Vargas and Coelho,1996); para mais de 2
autores. Mendes Jr et al (1996). No caso de se ter um autor com mais de uma indicação no
mesmo ano: Smith (1995ª), Smith (1995b). As referências completas devem ser colocadas
ao final do artigo de acordo com as regras usuais (ABNT - NBR 6023) em ordem alfabética
pelo sobrenome do autor principal.
Notas de rodapé (endnotes): um número reduzido de notas é permitido, colocadas ao pé da
pagina em que são mencionadas com o objetivo de esclarecer sem sobrecarregar o texto.
Devem ser identificadas de acordo com a indicação no corpo do texto (usar números 1,2 3 .
. etc) preferencialmente em sobrescrito. A notas de rodapé são utilizadas também para
citação de autoridade e para as referências cruzadas (indicação de outras partes da obra
onde o assunto foi tratado) Deve ser escrita em espaço simples em caractere menor que o
utilizado no texto De qualquer forma é incomum a utilização de notas de rodapé em artigos
(papers).
3 - SUGESTÕES PARA OS RESUMOS (ABSTRACTS)
Em geral o resumo é o ultimo item a ser escrito. É, no entanto, a parte mais importante de
um paper. A maior parte dos leitores (95%) de revistas técnicas (journals) lêem apenas o
resumo Internet. Estão disponíveis apenas os abstracts dos artigos publicados. As
necessidades dos abstracts serem concisos freqüentemente levam o iniciante a ter
dificuldade na elaboração do resumo. Uma boa pratica é formular resumos de artigos
escritos por outros autores até ganhar a confiança necessária. No caso de autores brasileiros
a dificuldade se agrava face a necessidade de elaborar a versão em inglês. O ideal contatar
(manter amizade) com algum colega norte-americano ou inglês possuidor de bom domínio
de português e pedir para ele fazer a tradução (translate). Outra saída é contar com a
tradução feita par um professor de línguas com domínio da área técnica ou ainda com o seu
orientador (caso ele domine o inglês). A linguagem utilizada no abstract deve ser
informativa. É um erro pensar que o resumo deva ser simplesmente igual.a introdução (ou
um mero resumo dela). No abstract diga ao leitor o que está sendo pesquisado como foi o
experimento e o que foi descoberto (resultados encontrados). No resumo não precisa dizer
como o artigo foi escrito ou organizado (isso fica para a introdução) o principal achado no
trabalho de pesquisa deve ser claramente indicado no abstract. A seguir estão listados
algumas sugestões para ajudar na elaboração do resumo de um artigo:
1. Evite começar o abstract com as seguintes frases: "Este artigo..."; "This report...";
"Este trabalho...". É melhor ir direto ao assunto trabalhado. Evite sempre a grande
tentação de explicar as partes do trabalho.
2. Evite sentenças que terminem com as seguintes palavras: “... é descrito”, “... é
relatado"; "são analisadas". Isto é muito vago para ser tratado como algo
informativo. Lembre-se: o abstract deve ser informativo.
3. Evite, também, iniciar frases com as seguintes palavras: “É sugerido...”; "Foi
sugerido..."; "Acredita-se que..."; Foi deduzido que..."; “Em qualquer caso estas
palavras podem ser suprimidas sem causar grandes danos a essência do texto.
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32
4. Evite mais do qualquer coisa escrever na primeira pessoa (eu e/ou nós). No
abstract. deve vir na terceira, evitando-se também o usa de; "o autor...". Lembrete:
o abstract deve, tratar do assunto trabalhado e nunca sabre o ato de escrever.
.
A seguir um exemplo (pior impossível) do usa errado das recomendações anteriores:
This paper discusses research which was underlaken in the autor´s country. A
theorical framework is develop from a litterature search and this used as the basis of
na analytical model. Data where colected within this framework and analised
according to the precepts laid down by early researchers in the field. The data is used
to demostrate that certain conclusions can be drawn and these are discussed in the
light of previous work. Conclusion are drawn and is shown that these may useful for
practioners.
4-REFERÊNCIAS
.
CONSTRUCTION T\1ANAGEMENT AND ECONOMICS. Homepage Internet:
http://www.rdg.ac.uk (UK. 1997).
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - biblioteca CENTRAL. Normas para
a Apresentação de trabalhos .2.ed. Curitiba, Ed. UFPR, Governo do Estado do
Paraná, 1992, 8 de abril.
SUGESTÕES PARA APRESENTAÇÕES PÚBLICAS
Preparação do material (transparências, slides, cartazes)
1- Ser generalista – não estatístico
2- Usar gráficos, esquemas, figuras, preferencialmente aos textos.
3- Tentar manter a uniformidade do material.
4- Não colocar muitos dados em uma mesma transparência, não usar texto normal.
5- Explorar a possibilidade das cores. É aconselhável fundo claro e letras escuras.
6- Observe a regra do sete:
- Utilize no máximo sete palavras por linha e sete linhas por slide.
- Evite embaralhar texto e imagens.
- Seja breve.
- Dê espaço entre as linhas para maior legibilidade
- Balance textos e imagens.
- Seja consistente.
- Cheque a ortografia
- Dê vida ao material.
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Apresentação
1- Verificar antecipadamente a ordem dos slides ou transparências, o estado do
retroprojetor e do microfone.
2- Ser polido.
3- Não complicar, não ficar atendo-se aos detalhes.
4- Concentrar-se no que fala e não nos detalhes.
5- Falar devagar, cuidado com os vícios de linguagem.
6- Checar o nível de compreensão da platéia.
7- Não ler simplesmente o que está escrito e, sim, falar sobre o material.
8- Dar um tempo para as pessoas lerem antes de começar a falar.
9- Falar primeiro sobre a mensagem e, após, sobre o conteúdo.
10- Nunca exceder o tempo.
11- Título curto e interessante.
12- Apelar para a visão e a audição. Abusar dos recursos disponíveis.
13- Terminar com clímax para ser lembrado (Gran finale).
14- Permanecer tranquilo, não Ter medo de usar a criatividade, não imitar, não forçar. Ser
natural.
15- Ao responder as questões, repeti-las e agradecer.
16- Ensaiar a apresentação.
REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA
BAPTISTA, Myrian Veras. Planejamento, introdução à metodologia do planejamento
social. . 4ª ed . São Paulo: Morais, 1991. 103p.
BEAUD, Michel. Arte da tese. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. 184p.
BUNGE, Mário. Ciência e desenvolvimento. São Paulo: Itatiaia, 1980 - p. 136 (Coleção o
homem e a ciência, v. 11).
CERVO, A. L., BERVIAN, P. A. Metodologia Científica. 3 ed. São Paulo: McGraw-Hill,
1983. 249p.
ECO, Humberto. Como se faz uma tese. 14ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1998.. 170p.
ETGES, Norberto J. In: Ciência, Interdisciplinaridade e Educação.
Interdisciplinaridade: para além da Filosofia do Sujeito. Petrópolis: Vozes, 1995 p.
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GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3º ed. São Paulo: Atlas, 1996.
159p.
JAPIASSU, Hilton. Introdução ao Pensamento epistemológico. 7a ed. Rio de Janeiro.
Livraria Fco. Alves, 1992
Maio 2004
34
LACATOS, Eva Maria. & MARCONE, Marina de Andrade. Metodologia Científica. 2º
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LOPES S. J., Pe. Francisco Leme. Introdução à Filosofia. 5a ed. Rio de Janeiro: AGIR,
1968
MARCANTONIO, A.T., SANTOS, M. M., LEHFELD, N. A. Elaboração e divulgação
do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1993. 92p.
MERKLE, M. Sc., Luiz Ernesto. In: O ensino, a tecnologia e os aspectos cognitivos do
agir. 2o Congresso Internacional de Educação Tecnológica. Florianópolis. Anais... 1995
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MYNAIO, Maria Cecília de Souza. (Org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade.
Coleção tema sociais. 9º ed. Petrópolis: Vozes. 1998. 80p.
OLIVEIRA, Silvio Luiz. Tratado de metodologia científica: Projetos de pesquisas, TGI,
TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira, 1997. 320p,
RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. Petrópolis: Vozes,
1986. 17ª . 128p.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 20.ed. São Paulo:
Cortez, 1996. 272p.
SILVA, Cassandra R. O. Epistemologia do conhecimento tecnológico como base de
geração, aplicação e difusão de tecnologia. Fortaleza: Idéias. N. XXII –Ano 1996, P. 05-
08.
TAFNER, Malcon A., TAFNER, José, FISCHER, Julianne. Metodologia do trabalho
acadêmico. Curitiba: Juruá, 1998. 172p.
VIEIRA, Sônia. Como escrever uma tese. São Paulo: Pioneira, 1991. 82p

modelo de projeto

FACULDADES SÃO JOSÉ
NOME DO AUTOR
TÍTULO DO PROJETO
Rio de Janeiro
2007
NOME DO AUTOR
TÍTULO DO PROJETO
Projeto de pesquisa apresentado para a
Programa de Iniciação à Pesquisa das
FSJ, ou para elaboração do TCC, sob a
orientação do prof. _______.
Rio de Janeiro
2007
SUMÁRIO
Página
1. INTRODUÇÃO .........................................................................................
2. OBJETIVOS ............................................................................................
2.1 OBJETIVO GERAL ...............................................................................
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................................................................
3. JUSTIFICATIVA .....................................................................................
3.1 RELEVÂNCIA........................................................................................
3.2 HIPÓTESE ............................................................................................
4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...............................................................
5. METODOLOGIA ......................................................................................
6. CRONOGRAMA ......................................................................................
7 . REFERÊNCIAS .......................................................................................
1. INTRODUÇÃO (Fonte 14, em negrito).
X
X
Representa uma visão geral do trabalho, que deve desencadear o
interesse por parte dos leitores sobre o tema em discussão. Neste item devem ser
apresentados o tema e a problemática a serem investigados. O autor do texto
deve suscitar a curiosidade do leitor fazendo com que se interesse pelo texto. Tal
intento pode ser garantido, por exemplo, através do relato de um fato ou fenômeno
ocorrido na sociedade. (fonte 12)
2. OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
Parte de um projeto de pesquisa científica, na qual estão especificadas
as finalidades principais e secundárias do mesmo. Redigido com o verbo no
infinitivo, de forma clara e compreensível, normalmente em um único parágrafo. O
objetivo geral será a síntese do que se pretende alcançar.
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Os objetivos específicos explicitarão os detalhes e serão um desdobramento do
objetivo geral. Estes últimos devem ser composto por mais de 2 itens.
3. JUSTIFICATIVA
Parte de um projeto de pesquisa na qual o autor defenderá a necessidade da
realização do trabalho e apresentará justificativas técnicas, profissionais,
heurísticas, sociais, etc.
3.1 RELEVÂNCIA
Parte do projeto de pesquisa na qual o autor apresentará a contribuição
social, profissional e acadêmico do estudo em questão.
3.2 HIPÓTESE
Proposição provisória acerca de um fenômeno, fato ou relação entre
variáveis. Suposição realizada provisoriamente com o intuito de explicar algo que
se desconhece. Deve ser fundamental para resolver/ responder o problema da
pesquisa.
As hipóteses são as possibilidades de resposta ao(s) problema(s)
levantado(s) na pesquisa. Essas hipóteses não têm a obrigatoriedade de serem
confirmadas pela pesquisa. Como o seu sentido etimológico já demonstra,
hipótese significa “aquilo que está suposto”. Portanto, suposições podem ser
comprovadas ou não. Observe:
EXEMPLO 2:
Hipótese: Acredita-se que os meios de comunicação sejam os principais elementos
disseminadores dessa mudança comportamental em crianças da referida faixa etária.
Xxxxxxxxxxxx (Fonte12) xxxxxxxxxx xxxxx xxxxx xxxxxx xxxxx xxxxx
xxxxx xxxxxxx xxx xxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxx xx xxxxx xxxxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxxx xxxxxx
xxx xxxx xxxxxxxxxxxxxxxx xx xxxxxxxxxxxxxx xxxxxxxx xxxxxxx xxxxxxxxxxxxxxx
xxxx xxx xxxxxxxxxxx xxxxxxxxx xxxxxxxxx xxxxxxxxxx xxxxxxxxxxxx xxxxxxxxxx.
4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Levantamento e análise criteriosa e sistemática dos resultados e
conclusões de outras pesquisas acerca de determinado tema. Nesta parte o autor
da pesquisa deve organizar, comparar e resumir outras pesquisas realizadas. Este
item representa a base teórica que vai fundamentar a reflexão e a argumentação
do pesquisador. Enfim, o autor da monografia deve demonstrar ao leitor que está
muito bem embasado teoricamente.
O texto deve estar muito bem referenciado para evitar qualquer tipo de
questionamento quanto à origem do conteúdo. Quando for uma citação indireta
colocar o sobrenome do autor e o ano de publicação da obra. Quanto for uma
citação direta é necessário incluir a página em que o texto foi retirado. Se por
ventura, for uma citação direta longa é necessário fazer um recuo de 4 cm, reduzir
o espacejamento para o “simples” e a fonte para 10.
5. METODOLOGIA
Parte do texto em que é indicado o modo como será desenvolvido o tema
em estudo. Segundo Pádua (2000, p. 46), essa etapa do planejamento se atém “à
indicação preliminar dos recursos que o pesquisador pretende utilizar para a
coleta de dados, quais os procedimentos a serem adotados para a investigação
científica; se possível, cabe definir aqui também o plano de análise dos dados”.
Isso quer dizer que todos os elementos procedimentais necessários ao
desenvolvimento da pesquisa devem ser especificados. Nesse caso, o
pesquisador precisa descrever quais as estratégias de que ele disporá para a
coleta, compilação e exposição dos dados a serem efetivamente utilizados em seu
trabalho. Neste item podem ser indicados diversos tipos; tais como
pesquisa/revisão bibliográfica; estudo de caso, pesquisa documental, trabalho de
campo.
6. CRONOGRAMA
O cronograma é a representação gráfica ou em forma de tabela que
descreve uma lista de atividades a serem realizadas e o tempo que elas
consumirão.
O cronograma diz respeito às atividades futuras que serão desenvolvidas
pelo pesquisador
Exemplo:
Para 4 meses de pesquisa
Atividades Mês Mês Mês Mês
7. REFERÊNCIAS
Secção normalmente situada ao final de um trabalho científico, que lista as fontes
documentais utilizadas, individualmente identificadas através de uma referência.
Com um autor:
ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes. Título da obra. Número da edição. Local de
publicação: Nome da editora, ano da publicação.
Ex: SANTOS, R. Comércio exterior. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996.
Com dois autores:
ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes; ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes. Título da
obra. Número da edição. Local de publicação: Nome da editora, ano da
publicação.
Ex: MARTINS, C.; CALDAS, J.F. Administração geral. 4. ed. Rio de Janeiro:
Saraiva, 1992.
Parte de obras:
ÚLTIMO SOBRENOME, Nome do autor da parte. Título da Parte. In: Sobrenome
do autor, Prenomes. Título da obra. Número da edição. Local de publicação:
Nome da editora, ano da publicação.
Ex: CORDEIRO, J.C. O Conflito nas Organizações. In: Saraiva, José Francisco.
Mudança organizacional. 4. ed. Rio de Janeiro: Saraiva, 1992.
Artigos de jornal:
- Com o nome do autor: ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes. Título do Artigo,
Título do jornal, Local de publicação, dia, mês abreviado, ano, seção, caderno
ou parte do jornal e a paginação correspondente. Quando não houver seção,
caderno ou parte, a paginação do artigo ou matéria precede a data.
Ex: SANTOS, A.F. As empresas virtuais. Jornal Diário, São Paulo, 18 ago 1997.
Encarte Técnico, p. 8.
- Sem o nome do autor: TÍTULO DO JORNAL. Título do artigo. Local de
publicação, dia, mês abreviado, ano.
Ex: ZERO HORA. As empresas virtuais. Porto Alegre, 15 set 1997.
Artigos de periódicos (revistas):
ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes. Título do Artigo. Título do periódico, Local
de publicação, número de volumes, número do fascículo, página inicial-final do
artigo, dia, mês abreviado, ano.
EX: CARVALHO, Antônio José. O fim dos empregos. Revista de Administração,
São Paulo, 58, n.14, p.170-182, ago-set, 1997.
Textos completos de pesquisas eletrônicas:
ÚLTIMO SOBRENOME, Prenomes. Título. Data. Endereço eletrônico: endereço.
Ex: WEBBER, S. Bussiness sources on the internet. 2003. Disponível em:<
http://www.dis.strach.ac.uk/ftp/pub/interasac/> Acesso em : 7ago. 2003
Leis:
LOCAL DE JURISDIÇÃO.Órgão competente. Título e número da lei, partes
envolvidas (se houver), relator, local, data e dados da publicação.
Ex: BRASIL. Decreto-lei n0 2423, 7 de abril de 1988. Diário Oficial da República
Federativa do Brasil. Brasília, v.126, n.66, p.6009, 8 abr. 1988.
OBS: Demais referências que não estejam incluídas nos exemplos acima
devem ser pesquisadas nas normas da ABNT.
7. REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO
As regras de apresentação representam um item fundamental na produção
dos trabalhos acadêmicos. É imprescindível destacar algumas considerações
quanto à numeração de páginas, aspectos referentes à digitação, maneira de
redação, seqüência de figuras, formatação de tópicos e estrutura de
apresentação, seguindo normas da ABNT:
FORMATO:
Papel branco, formato A4 (21cm X 29,7cm);
Modelo de fonte Times New Roman ou Arial;
Tamanho de fonte 12 e tamanho menor (10) para citações de mais de três
linhas, notas de rodapé, paginação e legendas das ilustrações e tabelas (título
= 16 e subtítulo = 14)
No caso das citações com mais de três linhas, deve-se observar o recuo de 4
cm da margem esquerda.
MARGENS:
Direita e inferior de 2 cm; esquerda e superior de 3 cm;
Marca de parágrafo a 1,5cm da margem (geralmente um Tab nos teclados).
ESPACEJAMENTO:
O texto deve ser digitado com espaço 1,5;
As citações de mais de três linhas, as notas, as referências, as legendas das
ilustrações e tabelas, a ficha catalográfica e a natureza do trabalho (da folha
de rosto) devem ser digitados em espaços simples;
As referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre si com por
espaço duplo;
Os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede ou
que os sucede por dois espaços duplos.
PAGINAÇÃO
Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto devem ser contadas
seqüencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada a partir da
primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior
direito da folha, a 2 cm da borda superior;
Havendo apêndice ou anexo as suas folhas também são contadas e
numeradas de forma contínua.

projeto de pesquisa

O PROJETO DE PESQUISA[1]

O projeto de pesquisa é o planejamento de uma pesquisa, ou seja, a definição dos caminhos para abordar uma certa realidade. Deve oferecer respostas do tipo: O que pesquisar? Por que pesquisar? (Justificativa) Para que pesquisar? (Objetivos) Como pesquisar? (Metodologia) Quando pesquisar? (Cronograma) Por quem?
A pesquisa científica precisa ser bem planejada. O planejamento não assegurará, por si só, o sucesso da monografia, mas, com certeza, é um bom caminho para uma monografia de qualidade.

Entende-se por planejamento da pesquisa a previsão racional de um evento, atividade, comportamento ou objeto que se pretende realizar a partir da perspectiva científica do pesquisador. Como previsão, deve ser entendida a explicitação do caráter antecipatório de ações e, como tal, atender a uma racionalidade informada pela perspectiva teórico-metodológica da relação entre o sujeito e o objeto da pesquisa. A racionalidade deve-se manifestar através da vinculação estrutural entre o campo teórico e a realidade a ser pesquisada, além de atender ao critério da coerência interna. Mais ainda, deve prever rotinas de pesquisa que tornem possível atingir-se os objetivos definidos, de tal forma que se consigam os melhores resultados com menor custo (BARRETO; HONORATO, 1998, p. 59).

Segundo Minayo (1999), ao elaborar um projeto de pesquisa, o pesquisador estará lidando com, no mínimo, três dimensões:
- Técnica: regras científicas para a construção do projeto;
- Ideológica: relaciona-se às escolhas do pesquisador, sempre tendo em vista o momento histórico;
- Científica: ultrapassa o senso comum através do método científico.

1 DEFINIÇÃO DO ASSUNTO

1.1 Tema

A escolha de um tema representa uma delimitação de um campo de estudo no interior de uma grande área de conhecimento, sobre o qual se pretende debruçar. É necessário construir um objeto de pesquisa, ou seja, selecionar uma fração da realidade a partir do referencial teórico-metodológico escolhido (BARRETO; HONORATO, 1998, p. 62).
É fundamental que o tema esteja vinculado a uma área de conhecimento com a qual a pessoa já tenha alguma intimidade intelectual, sobre a qual já tenha alguma leitura específica e que, de alguma forma, esteja vinculada à carreira profissional que esteja planejando para um futuro próximo (BARRETO; HONORATO, 1998, p. 62).
O tema de pesquisa é, na verdade, uma área de interesse a ser abordada. É uma primeira delimitação, ainda ampla.

Exemplos:
- Sigilo bancário (OLIVEIRA, 2002, p. 214).
- Eutanásia (OLIVEIRA, 2002, p. 169).
- Violência urbana (OLIVEIRA, 2002, p. 169).
- Assédio moral
- A ordem jurídica comunitária no Mercosul, possibilidades de constituição e eficácia (VENTURA, 2002, p. 73).
- As comissões de conciliação prévia como meio alternativo à jurisdição estatal para a solução dos conflitos trabalhistas (SANTOS, 2002).

1.2 Delimitação do tema

Delimitar é indicar a abrangência do estudo, estabelecendo os limites extencionais e conceituais do tema. Enquanto princípio de logicidade, é importante salientar que, quanto maior a extensão conceitual, menor a compreensão conceitual e, inversamente, quanto menor a extensão conceitual, maior a compreensão conceitual. Para que fique clara e precisa a extensão conceitual do assunto, é importante situá-lo em sua respectiva área de conhecimento, possibilitando, assim, que se visualize a especificidade do objeto no contexto de sua área temática (LEONEL, 2002).
Quando alguém diz que deseja estudar a questão da violência conjugal ou a prostituição masculina, está se referindo ao assunto de seu interesse. Contudo, é necessário para a realização de uma pesquisa um recorte mais “concreto”, mais preciso do assunto (MINAYO, 1999).
Ventura (2002) oferece um exemplo de como pode proceder-se para delimitar um tema:
Tema: O tratamento jurídico da instrumentalização controlada do corpo humano.
Possíveis delimitações: a) As conseqüências jurídicas do tratamento do direito ao corpo como direito pessoal ou como direito de propriedade; ou
b) O exercício individual da liberdade sobre o corpo contraposto ao interesse público; ou
c) A legislação brasileira sobre as práticas biomédicas relacionadas a órgãos e genomas humanos.

Outros exemplos[2]:
- Quando o sigilo bancário deve ser quebrado (OLIVEIRA, 2002).
- A influência do desarmamento da população para a melhoria dos índices de violência urbana em Florianópolis-SC.
- A ordem jurídica comunitária no Mercosul, possibilidades de constituição e eficácia: um estudo sobre a viabilidade de adoção de um tribunal regional para o julgamento de crimes contra os direitos humanos.
- O novo meio alternativo para a solução dos conflitos trabalhistas instituído pela Lei 9.958/2000, visando demonstrar os benefícios e problemas que a referida lei apresenta, destacando a constitucionalidade e legalidade de seus preceitos, bem como a viabilidade para obter a conciliação (SANTOS, 2002).

2 PROBLEMATIZAÇÃO

A formulação do problema é a continuidade da delimitação da pesquisa, sendo ainda mais específica: indica exatamente qual a dificuldade que se pretende resolver ou responder. É a apresentação da idéia central do trabalho, tendo-se o cuidado de evitar termos equívocos e inexpressivos. É um desenvolvimento da definição clara e exata do assunto a ser desenvolvido.
O pesquisador deve contextualizar de forma sucinta o tema de sua pesquisa. Contextualizar significa abordar o tema de forma a identificar a situação ou o contexto no qual o problema a seguir será inserido. Essa é uma forma de introduzir o leitor no tema em que se encontra o problema, permitindo uma visualização situacional da questão (OLIVEIRA, 2002, p. 169).
A escolha de um problema, para Rudio (apud MINAYO, 1999), merece indagações:
1. Trata-se de um problema original e relevante?
2. Ainda que seja “interessante”, é adequado para mim?
3. Tenho hoje possibilidades reais para executar tal estudo?
4. Existem recursos financeiros para o estudo?
5. Há tempo suficiente para investigar tal questão?
O problema, geralmente, é feito sob a forma de pergunta(s). Assim, torna-se fator primordial que haja possibilidade de responder as perguntas ao longo da pesquisa. Da mesma forma, aconselha-se a não fazer muitas perguntas, para não incorrer no erro de não serem apresentadas as devidas respostas.

Exemplos[3]:
- O direito sobre o corpo é de natureza pessoal ou patrimonial? Caso seja patrimonial, trata-se de propriedade individual ou coletiva? (VENTURA, 2002, p. 74).
- Quais as causas determinantes para o rompimento do sigilo bancário de agentes públicos? (OLIVEIRA, 2002, p. 218).

3 OBJETIVOS

Relaciona-se com a visão global do tema e com os procedimentos práticos.
Indicam o que se pretende conhecer, ou medir, ou provar no decorrer da pesquisa, ou seja, as metas que se deseja alcançar.
Podem ser gerais e específicos. No primeiro caso, indicam uma ação muito ampla e, no segundo, procuram descrever ações pormenorizadas ou aspectos detalhados.
Uma ação individual ou coletiva se materializa através de um verbo. Por isso é importante uma grande precisão na escolha do verbo, escolhendo aquele que rigorosamente exprime a ação que o pesquisador pretende executar (BARRETO; HONORATO, 1998).
Outro critério fundamental na delimitação dos objetivos da pesquisa é a disponibilidade de recursos financeiros e humanos e de tempo para a execução da pesquisa, de tal modo que não se corra o risco de torná-la inviável. É preferível diminuir o recorte da realidade do que se perder em um mundo de informações impossíveis de serem tratadas (BARRETO; HONORATO, 1998).
Objetivo(s) geral(is): indicação do resultado pretendido. Por exemplo: identificar, levantar, descobrir, caracterizar, descrever, traçar, analisar, explicar, etc.
Objetivos específicos: indicação das metas das etapas que levarão à realização dos objetivos gerais. Por exemplo: classificar, aplicar, distinguir, enumerar, exemplificar, selecionar, etc.

Exemplo:
Determinar, com base na doutrina e na jurisprudência atual brasileira, quando o sigilo bancário deve ser quebrado, isto é, em quais circunstâncias pode vir a ocorrer a quebra do sigilo bancário dos agentes públicos, de maneira que, preenchidos os requisitos legais, esta seja efetuada sem o perigo de violar qualquer outra norma da legislação (OLIVEIRA, 2002, p. 232).

4 JUSTIFICATIVA

A justificativa envolve aspectos de ordem teórica, para o avanço da ciência, de ordem pessoal/profissional, de ordem institucional (universidade e empresa) e de ordem social (contribuição para a sociedade).
Deve procurar responder: Qual a relevância da pesquisa? Que motivos a justificam? Quais contribuições para a compreensão, intervenção ou solução que a pesquisa apresentará?
Silva e Menezes (2001, p.31) afirmam que o pesquisador precisa fazer algumas perguntas a si mesmo: o tema é relevante? Por quê? Quais pontos positivos você percebe na abordagem proposta? Que vantagens/benefícios você pressupõe que sua pesquisa irá proporcionar?
Ventura (2002, p. 75) afirma o seguinte: o pesquisador deve destacar a relevância do tema para o direito em geral, para a(s) disciplina(s) à(s) qual(is) se filia e para a sociedade. Finalmente, cabe sublinhar a contribuição teórica que adviria da elucidação do tema e a utilidade que a pesquisa, uma vez concluída, pode vir a ter para o curso, para a disciplina ou para o próprio aluno.
Barral (2003, p. 88-89) oferece alguns itens importantes que podem fazer parte de uma boa justificativa. São eles:
a) Atualidade do tema: inserção do tema no contexto atual.
b) Ineditismo do trabalho: proporcionará mais importância ao assunto.
c) Interesse do autor: vínculo do autor com o tema.
d) Relevância do tema: importância social, jurídica, política, etc.
e) Pertinência do tema: contribuição do tema para o debate jurídico.

5 HIPÓTESE(s)

Hipótese é uma expectativa de resultado a ser encontrada ao longo da pesquisa, categorias ainda não completamente comprovadas empiricamente, ou opiniões vagas oriundas do senso comum que ainda não passaram pelo crivo do exercício científico (BARRETO; HONORATO, 1998).
Sob o ponto de vista operacional, a hipótese deve servir como uma das bases para a definição da metodologia de pesquisa, visto que, ao longo de toda a pesquisa, o pesquisador deverá confirmá-la ou rejeitá-la no todo ou em parte (BARRETO; HONORATO, 1998).
Embora diversos autores de metodologia da pesquisa jurídica recomendem a elaboração de hipóteses de trabalho, há também os que questionam tal procedimento: “No âmbito do projeto de monografia jurídica, essa exigência parece bastante questionável, entre outras razões pelo estágio de conhecimento do tema em que se encontra o aluno e pela natureza controversa do objeto, que torna improvável a ´confirmação´ de uma só hipótese.” (VENTURA, 2002, p. 74).

Exemplo:
- Em todas as constatações de improbidade administrativa o sigilo bancário deve ser quebrado (OLIVEIRA, 2002, p. 219).

6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Esta parte fundamenta a pesquisa, é a base de sustentação teórica. Também pode ser chamada de revisão bibliográfica, revisão teórica, fundamentação bibliográfica, estado da arte, revisão de literatura, resenha bibliográfica etc.
Para Silva e Menezes (2001, p.30), nesta fase o pesquisador deverá responder às seguintes questões: quem já escreveu e o que já foi publicado sobre o assunto? Que aspectos já foram abordados? Quais as lacunas existentes na literatura? Pode ser uma revisão teórica, empírica ou histórica.
A fundamentação teórica é importantíssima porque favorecerá a definição de contornos mais precisos da problemática a ser estudada.
De acordo com Barreto e Honorato (1998), considera-se como básica em um projeto de pesquisa uma reflexão breve acerca dos fundamentos teóricos do pesquisador e um balanço crítico da bibliografia diretamente relacionada com a pesquisa, compondo aquilo que comumente é chamado de quadro teórico ou balanço atual das artes.
Neste item o pesquisador deve apresentar ao leitor as teorias principais que se relacionam com o tema da pesquisa. Cabe à revisão da literatura, a definição de termos e de conceitos essenciais para o trabalho.
O que se diz sobre o tema na atualidade, qual o enfoque que está recebendo hoje, quais lacunas ainda existem etc. Aqui também é fundamental a contribuição teórica do autor da pesquisa.

7 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Os procedimentos metodológicos respondem: Como? Com quê? Onde?
A metodologia da pesquisa num planejamento deve ser entendida como o conjunto detalhado e seqüencial de métodos e técnicas científicas a serem executados ao longo da pesquisa, de tal modo que se consiga atingir os objetivos inicialmente propostos e, ao mesmo tempo, atender aos critérios de menor custo, maior rapidez, maior eficácia e mais confiabilidade de informação (BARRETO; HONORATO, 1998).
Segundo Ventura (2002, p.76-77), são incontáveis e absolutamente diversas as classificações da metodologia que se pode encontrar na literatura especializada.

7.1 Tipo de pesquisa

7.1.1 Quanto aos objetivos

Segundo Gil (2002), uma pesquisa, tendo em vista seus objetivos, pode ser classificada da seguinte forma:
a) Pesquisa exploratória: Esta pesquisa tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito. Pode envolver levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas experientes no problema pesquisado. Geralmente, assume a forma de pesquisa bibliográfica e estudo de caso.

b) Pesquisa descritiva: Tem como objetivo primordial a descrição das características de determinadas populações ou fenômenos. Uma de suas características está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática.
Destacam-se também na pesquisa descritiva aquelas que visam descrever características de grupos (idade, sexo, procedência etc.), como também a descrição de um processo numa organização, o estudo do nível de atendimento de entidades, levantamento de opiniões, atitudes e crenças de uma população, etc.
Também são pesquisas descritivas aqueles que visam descobrir a existência de associações entre variáveis, como, por exemplo, as pesquisas eleitorais que indicam a relação entre o candidato e a escolaridade dos eleitores.

c) Pesquisa explicativa: A preocupação central é identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. É o tipo que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas. Por isso, é o tipo mais complexo e delicado.

7.1.2 Quanto aos procedimentos técnicos

Segundo Gil (2002), uma pesquisa, quanto aos seus procedimentos técnicos, pode ser classificada da seguinte forma:
a) Pesquisa bibliográfica: é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Não é aconselhável que textos retirados da Internet constituam o arcabouço teórico do trabalho monográfico.

b) Pesquisa documental: É muito parecida com a bibliográfica. A diferença está na natureza das fontes, pois esta forma vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa. Além de analisar os documentos de “primeira mão” (documentos de arquivos, igrejas, sindicatos, instituições etc.), existem também aqueles que já foram processados, mas podem receber outras interpretações, como relatórios de empresas, tabelas etc.

c) Pesquisa experimental: quando se determina um objeto de estudo, seleciona-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, define-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.

d) Levantamento: é a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados.
Quanto o levantamento recolhe informações de todos os integrantes do universo pesquisado, tem-se um censo.

e) Estudo de campo: procura o aprofundamento de uma realidade específica. É basicamente realizada por meio da observação direta das atividades do grupo estudado e de entrevistas com informantes para captar as explicações e interpretações do ocorre naquela realidade.
Para Ventura (2002, p. 79), a pesquisa de campo deve merecer grande atenção, pois devem ser indicados os critérios de escolha da amostragem (das pessoas que serão escolhidas como exemplares de certa situação), a forma pela qual serão coletados os dados e os critérios de análise dos dados obtidos.

f) Estudo de caso: consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento.
Caracterizado por ser um estudo intensivo. É levada em consideração, principalmente, a compreensão, como um todo, do assunto investigado. Todos os aspectos do caso são investigados. Quando o estudo é intensivo podem até aparecer relações que de outra forma não seriam descobertas (FACHIN, 2001, p. 42).

g) Pesquisa-ação: um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo (THIOLLENT, 1986, p.14).

7.2 Método

O método, segundo Garcia (1998, p.44), representa um procedimento racional e ordenado (forma de pensar), constituído por instrumentos básicos, que implica utilizar a reflexão e a experimentação, para proceder ao longo do caminho (significado etimológico de método) e alcançar os objetivos preestabelecidos no planejamento da pesquisa (projeto).
Segundo Lakatos e Marconi (1995, p. 106), os métodos podem ser subdivididos em métodos de abordagem e métodos de procedimentos.

7.2.1 Método de abordagem

a) Dedutivo: Parte de teorias e leis mais gerais para a ocorrência de fenômenos particulares.
b) Indutivo: O estudo ou abordagem dos fenômenos caminha para planos cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às leis e teorias mais gerais.
c) Hipotético-dedutivo: que se inicia pela percepção de uma lacuna nos conhecimentos acerca da qual formula hipóteses e, pelo processo dedutivo, testa a ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese.
d) Dialético: que penetra o mundo dos fenômenos através de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno e da mudança dialética que ocorre na natureza e na sociedade.

7.2.2 Método de procedimento

a) Histórico: Parte do princípio de que as atuais formas de vida e de agir na vida social, as instituições e os costumes têm origem no passado, por isso é importante pesquisar suas raízes para compreender sua natureza e função.
b) Monográfico: Para Lakatos e Marconi (1996, p. 151) é “[...] um estudo sobre um tema específico ou particular de suficiente valor representativo e que obedece a rigorosa metodologia. Investiga determinado assunto não só em profundidade, mas em todos os seus ângulos e aspectos, dependendo dos fins a que se destina”.
c) Comparativo: Consiste em investigar coisas ou fatos e explicá-los segundo suas semelhanças e suas diferenças. Geralmente o método comparativo aborda duas séries de natureza análoga tomadas de meios sociais ou de outra área do saber, a fim de detectar o que é comum a ambos.
Este método é de grande valia e sua aplicação se presta nas diversas áreas das ciências, principalmente nas ciências sociais. Esta utilização deve-se pela possibilidade que o estudo oferece de trabalhar com grandes grupamentos humanos em universos populacionais diferentes e até distanciados pelo espaço geográfico. (FACHIN, 2001, p.37).
d) Etnográfico: Estudo e descrição de um povo, sua língua, raça, religião, cultura...
e) Estatístico: Método que implica em números, percentuais, análises estatísticas, probabilidades. Quase sempre associado à pesquisa quantitativa.
Para Fachin (2001, p. 46), este método se fundamenta nos conjuntos de procedimentos apoiados na teoria da amostragem e, como tal, é indispensável no estudo de certos aspectos da realidade social em que se pretenda medir o grau de correlação entre dois ou mais fenômenos. Para o emprego desse método, necessariamente o pesquisador deve ter conhecimentos das noções básicas de estatística e saber como aplicá-las.
O método estatístico se relaciona com dois termos principais: população e universo.

7.3 Delimitação do Universo a ser pesquisado

Se a pesquisa for de campo e/ou envolver o método estatístico, o tipo de amostragem também precisará ser explicado.
Universo é o conjunto de fenômenos, todos os fatos apresentando uma característica comum, e população como um conjunto de números obtidos, medindo-se ou contando-se certos atributos dos fenômenos ou fatos que compõem um universo.

7.4 Técnicas para coleta de dados

A principal forma de coleta de dados é a leitura (livros, revistas, jornais, sites, CDs etc.), que certamente é utilizada para todos os tipos de pesquisa. Esta técnica também é chamada de pesquisa bibliográfica.
Existem, basicamente, dois tipos de dados:
· Dados secundários: são os dados que já se encontram disponíveis, pois já foram objeto de estudo e análise (livros, teses, CDs, etc.).
· Dados primários: dados que ainda não sofreram estudo e análise. Para coletá-los, pode-se utilizar: questionário fechado, questionário aberto, formulário, entrevista estruturada ou fechada, entrevista semi-estruturada, entrevista aberta ou livre, entrevista de grupo, discussão de grupo, observação dirigida ou estruturada, observação livre, brainstorming, brainwriting, etc.

7.5 Análise e interpretação dos dados

Segundo Rauen (1999, p. 141), é a parte que apresenta os resultados obtidos na pesquisa e analisa-os sob o crivo dos objetivos e/ou das hipóteses. Assim, a apresentação dos dados é a evidência das conclusões e a interpretação consiste no contrabalanço dos dados com a teoria.
Para Triviños (1996, p.161), o processo de análise de conteúdo pode ser feito da seguinte forma: pré-análise (organização do material), descrição analítica dos dados (codificação, classificação, categorização), interpretação referencial (tratamento e reflexão).
O objetivo da análise é sumariar as observações, de forma que estas permitam respostas às perguntas da pesquisa. O objetivo da interpretação é a procura do sentido mais amplo de tais respostas, por sua ligação com outros conhecimentos já obtidos (SELLTIZ et al apud RAUEN, 1999, p. 122).
A interpretação também é um processo de analogia com os estudos assemelhados, de forma que os resultados obtidos são comparados com resultados similares para destacar pontos em comum e pontos de discordância.
Em síntese, é a descrição da forma como serão analisados os dados da pesquisa. Existem duas grandes tendências:
a) se a pesquisa for qualitativa, as respostas podem ser interpretadas global e individualmente;
b) se for quantitativa, provavelmente serão utilizadas tabelas e estatística.

Exemplo:
Como não há dados estatísticos para desenvolver uma representação gráfica, a análise percorrerá os caminhos dos autores, profissionais do Direito e outros pesquisados. Os dados coletivos serão analisados agrupando-os por similaridades e encontrando o que os faz divergentes e comuns (OLIVEIRA, 2002, p. 231).

8 CRONOGRAMA

Tempo necessário para a realização de cada uma das partes propostas da monografia. Deve ser efetuado com muito realismo.
Segue uma sugestão, segundo Santos (2002):

9 PLANO PROVISÓRIO DA MONOGRAFIA

Assim como um sumário, o pesquisador mostrará o provável plano da monografia, contendo as seções primárias (capítulos) e secundárias (subitens).
É necessário coerência com o referencial teórico e metodológico planejado.

10 REFERÊNCIAS

Elenco de fontes citadas para a realização do projeto de pesquisa durante a:
- Metodologia da pesquisa
- Instrumental teórico.

11 REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES[4]

Elenco de fontes consultadas, mas não citadas no projeto.


REFERÊNCIAS

BARRAL, Welber. Metodologia da pesquisa jurídica. 2. ed. Florianópolis: Fundação Boitex, 2003.

BARRETO, Alcyrus Vieira Pinto; HONORATO, Cezar de Freitas. Manual de sobrevivência na selva acadêmica. Rio de Janeiro: Objeto Direto, 1998.

BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

FACHIN, Odília. Fundamentos de metodologia. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2001.
GARCIA, Eduardo Alfonso Cadavid. Manual de sistematização e normalização de documentos técnicos. São Paulo: Atlas, 1998.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1995.

LEONEL, Vilson (Org.). Diretrizes para a elaboração e apresentação da monografia do curso de Direito. Tubarão, 2002.

MÁTTAR NETO, João Augusto. Metodologia científica na era da informática. São Paulo: Saraiva, 2002.

MINAYO, Maria Cecília de Souza et al. (Org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 2. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1994. 80 p.

NUNES, Luiz Antonio Rizzatto. Manual da monografia jurídica. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 1997.

OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Metodologia científica aplicada ao Direito. São Paulo: Thomson, 2002.

RAUEN, Fábio José. Elementos de iniciação à pesquisa. Rio do Sul, SC: Nova Era, 1999.

RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 22. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

SANTOS, Rodrigo Mendes dos. As comissões de conciliação prévia como meio alternativo à jurisdição estatal para a solução dos conflitos trabalhistas. 2002. 15 f. Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Direito, Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, SC.

SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muskat. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3. ed. rev. e atual. Florianópolis: Laboratório de Ensino à Distância da UFSC, 2001.

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa - ação. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1986.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas , 1987.

VENTURA, Deisy. Monografia jurídica. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002.
[1] Os elementos aqui apresentados são fundamentais para a elaboração de um bom projeto de pesquisa. Vale lembrar, no entanto, que esta não é uma regra rígida para ser seguida. Existe muita literatura sobre o assunto e várias das questões tratadas aqui não são consensuais. Portanto, é importante considerar outras fontes de consulta, inclusive o orientador.

[2] Evitar abordagens vagas e imprecisas. Por exemplo: “O novo Código Civil”; “O Mercosul”.
[3] Antes de fazer a(s) pergunta(s) de pesquisa, é fundamental contextualizar o tema em questão.
[4] Este item não consta como elemento do trabalho acadêmico nas normas da ABNT. Optou-se por colocá-lo aqui para diferenciar as obras efetivamente citadas no trabalho das obras consultadas (não citadas). Portanto, trata-se de um item opcional no trabalho acadêmico.